sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Passado...



Algumas pessoas - eu, por exemplo - já pensaram, mesmo que apenas uma vez na vida, em apagar o passado. Diga-me se sou o único. Se for, bom, esse texto vai pra mim então. 
O passado é uma forma de se referir ao presente que já passou. Não existe passado, bem como não existe futuro. O ontem é tão falso quanto o amanhã. Nem o hoje pode ser dito como existente, pois até que não se complete o ciclo do dia, não há nada a não ser o agora. A única coisa da qual temos certeza - se é que temos tal certeza - é de que estamos vivendo o agora. Independe se é hoje, amanhã, daqui a dez anos. Continuará sendo o agora. Quando iniciei este texto, estava vivendo o momento. Já não o estou mais, e o início já faz parte do passado. É uma maneira difícil e diferente de enxergar as coisas, mas para mim é a mais correta.
As lembranças são o livro ainda aberto que carrega o passado. Sem elas, o passado inexiste. Peça a uma criança de dois anos se ela tem alguma recordação dos momentos que passou na barriga da mãe. Ela provavelmente dirá que não e nem entenderá muito bem sua pergunta. Eu li certa vez que as crianças esquecem do que ocorreu na infância do primeiro ano, já no segundo e assim por diante, até que sua memória se estabilize e comece o processo padrão de armazenamento das lembranças importantes e dos fatos marcantes. De qualquer modo, sabemos então que o passado é um funil de lembranças. Lembramos com mais consistência de umas, a despeito de outras. E dessa forma, recordamo-nos das coisas que fizemos e passamos em nossa existência até o momento presente.
Na vida, tomamos algumas atitudes das quais nos orgulhamos, e outras das quais nos envergonhamos. É engraçado que algumas pessoas conseguem lidar melhor com as vergonhas do que outras. Por esse motivo, muitos pensam no passado com sensação de aperto no peito, de modo que se fosse possível apaga-lo seria um alívio. Além disso, quantos já não sonharam em criar máquinas do tempo e voltar a momentos decisivos e importantes e mudar a história? Não a de outros, mas a nossa história! Aquela traição, aquela atitude egoísta, as dores sofridas, a postura errada no escritório, a palavra dita, o coração machucado. O passado é cheio dessas coisas, e o nosso corpo lida com ele de uma forma no mínimo esquisita. Quando lembramos das coisas boas, uma sensação incrível de prazer pode acomenter-nos. Do contrário, nas lembranças ruins, podemos até nos sentir mal, passar por um momento de dor interior, correndo o risco de enviar essa "energia" ao nosso corpo, adoecendo-o. 
Apagar o passado ninguém pode. Voltar no tempo, até então, é apenas estória de cinema. Nada nesse mundo pode excluir nossas marcas passadas. Nem mesmo Deus o faz. Ele nos convence dos nossos erros e nos perdoa. Para Ele tudo está esquecido, mas continuamos com as lembranças em nossa mente. O passado ainda está ali - veja bem, embora ele possa ter sido perdoado e temporariamente esquecido. Não adianta ter a maldita vontade de voltar atrás e consertar os erros. Não dá! Sabe aquela pessoa que você traiu? Aquele amigo que partiu e deixou apenas a saudade e o remorso dos dias não passados ao seu lado? Não dá mais. A chance é uma só. E é isso que nos assusta tanto. Não podemos pegar uma borracha e simplesmente apagar o passado. Ou deletar as partes ruins, refaze-las, e viver um novo presente. Esqueça essa ideia antes que ela te deixe maluco. Para tal, existe apenas uma forma.
Pense. Seu presente é o seu passado de amanhã. A única forma de olhar para o passado sem grandes remorsos e vergonha é escreve-lo da maneira certa. E para isso, é importante viver o presente da melhor maneira possível. Eu sei que este tipo de texto parece trecho de livros de auto-ajuda. Não é a intenção. Parece-me que essa é a única forma de sustentar um passado mais feliz. Se escrevermos nosso presente da maneira certa, evitando atropelar nossos valores e tomar atitudes das quais podemos nos arrepender, poderemos esquecer a ideia de um passado de dor, a vontade de voltar e apagar tudo. Dessa forma, viveremos em paz com nossa própria consciência, sendo sempre gratos a Deus pela vida que Ele deu. E isso, meu amigo, nada pode pagar.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

A slow fade



There are times in life that we just let everything fade, just like the rain in a sunny and bright day. It hurts a lot when we can't see a way out. Peace fades, joy fades, people fade. There are important things in life that just fade. It is worst than any kind of desease or pain. What to do when we see that there seems to be any way out?

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Ciclo da vida


 A vida tem um ciclo. Nascemos, crescemos, reproduzimos e partimos dessa para uma melhor (ou pior). Isso é meramente ridículo. As pessoas tentam dar um sentido a isso tudo mas não conseguem. Por mais que eu acredite que minhas ações aqui influenciarão uma geração e se eu for um "escolhido" posso até mesmo entrar pra história como um grande revolucionário que decidiu tentar dar sentido à vida, continuo cético com relação ao resumo da vida. Tudo bem, mas os beneficiados por tudo isso também virão e partirão. E os próximos, da mesma forma e assim sucessivamente. A vida não pode ser apenas isso! Seria patético viver com essa ideologia. Se eu pensar dessa forma, sei que estou sendo errôneo. Imagine criar um viveiro de pássaros da mesma espécie. Imagine que eles têm de se virar para encontrar alimento e todo o resto. Imagine, agora, que eles têm a capacidade do ser humano de dominar e de expressar suas emoções. Com o passar do tempo, estarão ainda dentro do mesmo viveiro, mas em circunstâncias totalmente diversas. Possivelmente um deles se tornou o líder, ou alguns tomaram o poder do bando. Desse modo, lá pelas tantas um guerreiro levantaria e bramaria para salvar a todos, e talvez perecesse por sua atitude heróica. Ele possivelmente seria lembrado por suas atitudes durante todo o resto da história dessa colônia. Mas o local ainda seria o mesmo! E pior, possivelmente estaria em um estado terrível de sujeira e até mesmo de depravação, com os recursos totalmente esgotados. Não reconhece essa história? Somos nós! Seres humanos! Bravos guerreiros que habitam o mesmo planeta e continuamente permitem que a ganância e as paixões da vida dominem as mentes mais brilhantes e levem a humanidade ao caos que se encontra. Por isso não posso de modo algum crer que a vida se resume a esse viveiro. É um belo local! É lindo, maravilhoso. Mas sei que há algo por trás disso tudo. Tem que haver! E eu sei que há. Tenho certeza que para cada um de nós há um local mais que maravilhoso em aguardo. Enquanto por aqui celebramos a violência e batemos palmas à corrupção, nesse outro mundo viveremos em plena alegria e paz. Não quero acreditar que meus 90 anos aqui sejam o suficiente. Não sou apenas o fruto de uma relação de amor entre meus pais, sou mais que isso. Todos somos. Acredito que o Deus que criou tudo tem muito reservado para cada um. E embora o sofrimento dessa geração seja iminente, basta um piscar de olhos para estarmos juntos em um dia que a dor será convertida em paz e que a tristeza desse mundo perdido será chamada de alegria. E esse sonho virará realidade.

domingo, 22 de agosto de 2010

Parece um sonho


Oi. Você nunca teve a sensação de que tudo o que está acontecendo na sua vida não passa de um mero sonho idiota e que quando você acordar as coisas estarão todas nos seus devidos lugares assim como estavam quando você ainda se mantinha "acordado"? É um sentimento reconfortante e ao mesmo tempo totalmente sombrio e doloroso. Pensar que sua vida não anda da forma que deveria, ou pelo menos do jeito que você sonhou nos seus quinze anos, quando a adolescência lhe jorrava litros de sonhos bons para seu futuro, é extremamente decepcionante. Notar que as perdas, as dores, as escolhas erradas, simplesmente o levaram ao fim de um tunel imenso, fechado com pedras enormes. E aquela estória de "luz no fim do tunel"? Por que não me disseram que poderia não ser assim em determinado momento da vida? Quem foi que disse que tudo daria certo e que eu somente me daria bem?

A dor da perda é enorme. É inexplicável. O sentimento de derrota parece corroer as entranhas e os pensamentos são terríveis inimigos. Tudo em que você um dia acreditou, hoje já não parece mais fazer sentido. É como um soco no estômago, um sentimento de dor e frustração que parecem jamais deixar de invadir o coração. São nessas horas que se pararmos e refletirmos e, tentando abstrair toda a realidade, lançamo-nos em sonhos e alucinações, até atingirmos a capacidade de acreditar que tudo não passa de um sonho. Os dias tão ruins são meras ilusões provocadas por alguma parte de nossa massa cinzenta. O desespero de poder voltar atrás e consertar ou fazer diferente, toma conta e permitimos que a ilusão se espalhe. E aí começa o grande problema. Deixamos de viver a realidade e passamos a sonhar, criando um sub-mundo interno que de modo algum pode ser acessado por estrangeiros. A alegria se torna tristeza, a paz se torna dor e angústia. Mas não no nosso mundo, pois lá estamos nós sonhando com a possibilidade de olhar para trás um dia e consertar tudo o que foi feito de errado.

Esqueça, meu amigo. Você não pode voltar atrás! Por mais doloroso que seja, o passado foi e deu! Alguém importante se foi? Seu emprego é uma porcaria e já não sabe mais como resolver a situação dos seus filhos? A vida parece um filme que não tem fim e você considera a idéia de desliga-lo nesse momento? Quero lhe ajudar a lembrar que ainda existe um futuro. Por mais doloroso que esteja sendo esse presente - e está sendo para mim -, ainda existe um futuro a ser vivido. Abrace sua mãe. Diga a ela o quanto você a ama! Não seja idiota e estúpido. Deixe esse orgulho de lado e faça isso! Pare de reclamar das coisas e siga adiante! Troque, decida. Tome as decisões certas e mude a sua vida. Faça a reviravolta que for necessária, mas nunca deixe de assumir suas responsabilidades e de ser seguro de tudo em que você acredita. Se alguém lhe criticar por isso, ignore. O silêncio é o maior dos gritos. Faça a sua diferença e viva. Tente encontrar forças em algum lugar e se erga. Falo isso a mim, primeiro. E para mim, a grande força desse universo é a de um ser supremo, o Senhor Deus. Busque a força, não olhe para trás. Não viva o que parece ser um sonho.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Nerd: ser ou não ser?



Boa noite pessoal! Tava na hora de voltar, né? Sei que ninguém lê isso, a não ser a minha linda namorada, mas tudo bem. Muitas coisas aconteceram nesse intervalo de um mês praticamente desde a minha última postagem. Choros, tristezas, alegrias. Deixei uma disciplina da faculdade pra trás, mas do resto passei! Graças a Deus! Bom, de qualquer modo tinha que voltar a escrever aqui, senão eu mesmo me puniria.

Hoje gostaria de falar dessas modinhas "nerd" escrotas que andam rolando por aí. Não quero ser mais um seguidor de moda que tem o objetivo básico de criticar tudo o que é novo e diferente. Mas tem coisas que cansam. Uma delas é esses vlogs do youtube! Cansei desses caras que se julgam mais "cults" que os demais e falam dois palavrões a cada três palavras, com uma boa lábia, achando que convencem alguém com suas formas de expressão. A primeira vez que assisti, me chamou a atenção o assunto. Quando percebi o exagero de palavrões e o baixo escalão utilizado, fiquei decepcionado. Além disso, assisti a um vídeo em que o "vlogger" prova a inexistência de Deus através das baratas! Foi o cúmulo. Sim, os defensores dirão que não foi um ataque direto, e que era uma piada. Mas essas piadas cansaram! Chega dessas bobagens de achar que ser "nerd" é legal e que a vida se resume a esse tipo de conduta! Além desses caras de vlogs, existem ainda seriados "nerds", entre outras coisas que me tiram do sério. Eu realmente fico chateado com tudo isso, porque vejo que as pessoas - adolescentes, principalmente - se deixam influenciar de uma forma incrível. É terrível perceber que uma geração tem sido tão influenciada por tão pequenas causas. É quase como fazer parte da "família Restart". Pra mim dá na mesma!

Afinal, o que me cansa tanto nisso? Bom. Vamos por partes. Se eu voltar um pouco no tempo fica mais fácil responder. Quando eu estava no terceiro ano do Ensino Médio, esse movimento já havia iniciado, mas estava apenas engatinhando. Naquela época, a expressão "nerd" era associada aos CDFs da turma, ou seja, os que estudavam bastante e eram inteligentes, principalmente quem lidava com computadores, já que era uma vantagem de uma parcela inferior à que é hoje. Até aí tudo bem. Os inteligentes sempre foram criticados, é histórico. Ainda naquela época, quem assistia desenhos japoneses era chamado sabe como? ASSISTIDOR DE DESENHOS JAPONESES! Talvez uma definição melhor fosse: criança, adolescente, TELESPECTADOR. Afinal, qual é o grande esquema de quem assiste a esse tipo de desenho? Eu assisti muito disso. E tenho muito orgulho em dizer que assistia todas as tardes o Band Kids apenas para esperar pela hora do Dragon Ball Z. E isso não fazia de mim um "nerd". E quem sabia desenvolver websites ou sistemas de programação? Sabe como era chamado? PROGRAMADOR! Pois é! Simplesmente a sua função. E quem tinha um Nintendo 64? Era JOGADOR DE NINTENDO 64! Quem zerou Zelda Ocarina of Time? JOGADOR DE ZELDA! Tudo isso eu fiz! Hoje eu seria um "nerd", mas graças a Deus não levo esse rótulo porque na minha época ele simplesmente não existia. E era tão bom. Sinceramente, é lamentável o que ocorre nesses dias. Há rótulos para tudo! Se tu gosta de física e joga vídeo-game, cuidado seu "nerd". E o mundo corre por essas estradas.

De qualquer modo, sim, isso me incomoda. E muito. Me chateia, pois é chato pra caramba ver pessoas que estão ao teu redor imitarem uns aos outros e manterem praticamente a mesma conduta e fazerem quase as mesmas piadas, por acharem isso o máximo. Isso se chama movimento xiita. E com isso não me dou nada bem. Tudo bem, eu sei, sejamos pacientes. Vai passar, mas até lá: "nerdzismo", fique longe de mim!