quarta-feira, 7 de março de 2012

Uma família


Uma grande família! Eu tenho uma. Desajeitados, engraçados, tímidos, gordos, magros, gritalhões, brigões, pacíficos, velhos, novos. Todos esses tipos eu conheço: tenho todos na minha grande família! Não é uma perfeita família, mas é uma unida família. Não deve ser a melhor do mundo, mas é a minha melhor família. É uma família que é grande, exatamente por não criar barreiras entre parentescos. Quero dizer que o primo não deixa de falar com o tio, o irmão não deixa de conversar com a irmã, a cunhada é muito amiga da tia, e assim por diante. Não digo que não haja discórdias; há, e muitas! Mas se convive na discórdia, e a isso chamo amor. É uma família simples, de pessoas normais, imperfeitas, cheias de defeitos, mas que se gostam e estimam. Não é uma família que se reúne apenas em festas devidas ao sobrenome, ou em casamentos, ou mesmo em velórios - grande razão da reunião de muita parentada. Não é só nos momentos bons, nem apenas nos ruins. É sempre. Sempre que dá, a família está unida. Uma frequência incomum, um amor incomum. Chegam a nos questionar e indagar, "sua família é muito unida! Difícil ver algo semelhante". Volto a dizer, as discórdias existem, as brigas e confusões também. Mas ninguém tá de mal com o outro, e gostamos do jeito "murrinha", ou "metido", ou "tímido", ou "pacifista" de todos. É nessa mistura de características, que nos damos bem. É claro que não poderíamos morar juntos durante longos períodos, afinal casamento é um só e me parece que já é difícil conviver com uma pessoa diferente, quanto mais muitas outras! Mas a família é isso, é apoio e suporte nos momentos certos e errados, não um matrimônio. É motivo de alegria aos finais de semana e deliciosos almoços e jantares caprichados pelos cozinheiros e cozinheiras oficiais. São aqueles domingos de aniversários onde fazemos de tudo para estar presentes. É durante aquela enfermidade, em que investimos alguns de nossos poucos trocados para estar próximo, e usamos o nosso tempo para ser um anjo auxiliador, na vontade de poder doar um pedaço nosso. É naquelas noites frias de Julho, onde viramos as noites assistindo filmes e dando risadas. Uma família que acima de tudo entrega a Deus seu alimento e suas posses, na ciência de não ter nada além disso; uma família que proporciona incríveis momentos que não podem ser apagados.

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